sem freios

um blog que insiste no post.. rsrs

11/12/08

POR UMA VIDA MENOS ORDINÁRIA®

o que adianto, é que ainda é possível sonhar.

em francês ou inglês. possibilidade.

aos lacaios o fogo divino.

Ah meu Deus, muito obrigado.

o que peço é que seja possível, viável.

 

agradeço a infinita e imensa misericórdia do pai.

 

coloca teus planos na mão de Deus e vê no que dá dona Mayka.

 

Aleluia mon Dieux!

Aleluia!

 

 

 

criado por stacemayka    13:17 — Arquivado em: Sem categoria

3/12/08

You know i’m no good

uma mosca passeia em um prato de filé abandonado duma mesa de lanchonete de quinta, corredeiras inundam torres, refugiados em estados de permanente abandono cometem suícidio, maratonistas percorrem em tempo record o mesmo caminho em círculos, eu perco o que me sobrou da janta de ontem, uma faísca de luz proveniente de um último fósforo riscado foi suficiente. BOOM. pelos ares dias inteiros a fio no trabalho. esperança de cão ao ver uma vitrine de frangos. ontem. nas coisas mínimas se encontra um conforto. ontem. algumas raízes mortas. ontem. precisava falar da agonia da impotência. ontem. retiraram os últimos estilhaços, seu castelinho era de areia. ontem. mofo, muito mofo. ontem. as portas não fechavam, a maçaneta quebrou. ontem. o cenário era o mesmo. ontem. não tem remédio pra essa sua dor, sinto muito. ontem. lhe deram um tiro na nuca e o presente da mãe é uma filha morta. ontem. pra dividir um pouco do pão de Cristo convidaram Judas. se a imagem da santa resolvesse problemas de ordem pessoal, psicológica, social fantasmagórica e intransferível, encaminharia esta questão a pessoas de má fé. alguma trapaça faz parte da vida. principalmente para quem está num limiar indiscreto entre loucura e ganância, comiseração e  paixão desmedida, estaríamos falando das prostitutas da Avenida que corta a cidade e acaba em um beco sem saída? ontem. a vizinha contratou um garoto de programa pra ser seu marido até que a morte os separe, algo tão absurdo quanto a solidão da mesma. algumas mulheres não sabem lidar com a solidão. alguns assuntos são evitados. dores proteladas. ontem. existe um abismo entre a gente. ontem. o esmalte dos meus dentes está comprometido. ontem.  os meus dentes estão comprometidos. ontem. porrada metafísica. ontem. para alguns a velocidade da luz é medida quando se olha um feixe de raios emitidos por uma lâmpada. ontem. umas menininhas foram violentadas pelos próprios pais. ontem. meu país matou homens em porões da ditadura. ontem. houve uma grande quantidade de água em canais pluviais. ontem. a minha mãe me disse pela milionésima vez que a vida não é tão cor de rosa como eu havia imaginado.      

criado por stacemayka    14:51 — Arquivado em: Sem categoria

1/12/08

ao exercício da escrita.

muito me angustiam minhas horas sufridas circunscritas em uma área com menos de uns 50m². hipótese. hipófise. hipnose. hippie curl.

quero ouvir uma canção que me exploda os tímpanos, rasgue o tecido cutâneo,

 

falta paciência

 

sobra saco cheio  

 

criado por stacemayka    15:50 — Arquivado em: Sem categoria

20/11/08

mãos à ópera

 

Ontem rolou uma oficina muito bacana que veio de última hora, 1 dia intenso, extra-cotidiano, de trocas valiosíssimas. O rapaz é do sul, a técnica é européia (tri chic) e por falar em sutileza, a vida nos prega peças e surpresas.  Eu gosto da vida, assim, simplinha de dar dó, e conto a quem quizer ouvir, em segredo, muitas águas vão rolar.. ôh se vão. Tamo aí na atividade.

 

um abraço aos chegado, vamo na fé.  

 

  

criado por stacemayka    13:03 — Arquivado em: Sem categoria

17/11/08

SORTE DE HOJE: Sorria, isto basta.

meu cachoro morreu nesta última sexta-feira, eu queria escrever uma caralhada de coisa falando dele, mas como as pessoas acham um tanto piegas chorar a morte de um cachorrinho (afinal, o que mudaria neste mundo, não é mesmo?) então, soaria piegas. e soar piegas é pecado mortal. parecido com autocomiseração. a quem interessar o nome dele era Scoob, era tão fantástico que tinha nome de personagem de filme, parecia cachorro de filme, um super cãozinho carinhoso e doce. O Scoob chegou lá em casa e foi ficando, sabia que a gente amava ele,impôs sua presença com toda dignidade de sê-lo: perdido, abandonado, crescido e já independente. Fiquei sabendo que  o último dono dele era um filho da puta que quando bebia e cheirava chutava o bichinho. Por isso era tão querido lá em casa, tinha um medo no cantinho do olho, queria muito amor sempre. Ia fazer uns dois anos que ele estava com  a gente, eu nem sabia qual era a raça dele, a veterinária disse que era um Labrador, mas eu achava ele muito pequeno pra um Labrador, no meu entender era um Pinscher daqueles crescidinhos, era caramelo, tinha alma de vira-lata, espírito liberto, muito querido, corria atrás de bicicleta em movimento só pra fazer média, desviava com classe de carros na avenida, nunca fazia cocô em casa, media a quantidade certa de xixi pra demarcar território, sacaneava os cachorros presos puxando briga, não importava o tamanho, ele queria mesmo é barulho. Me acompanhava todo dia no caminho do ponto de ônibus, ficava fazendo companhia à solidão lá de casa, eu ficava tentando entender como seria a vida de um cachorro sem mãe, sem passado, sem nada, olhava pra ele e parecia que ele era feliz por isso, sempre esteve alí. E agora é passado e lembrança, nem uma foto a gente tem dele.  Lá em casa estamos tristes pelo que aconteceu, não sabemos que bicho mordeu o Scoob, ele não aguentou e morreu.

 

 

pela memória de um cão que trouxe muita alegria e vai embora sem merecer, parte sem despedida, fica no coração de todos que o conheceram. Meu único cachorro mais querido do mundo. o Scoob, ou Bidú para os íntimos.  

 

 

 

 

     

criado por stacemayka    9:19 — Arquivado em: Sem categoria

13/11/08

por uma constante incoerência

ou como fazer necessária a incompreensão de certos fatos pra uma vida mais saudável e livre

por radicais inquisidores.

 

 

estão tentando me converter.

preciso de um Deus só.

só um deus.

Deus

se Deus

De us a

me fiz esse

umilagre

A grade ÇO 

POR SUA ATENÇÃO DISPENSADA

O brigado.

 

fez-se presente uma ausência e uma solidão filha-da-puta

janelas quebradas

vidros estilhaçados

arremesso de materal não identificado

 

me fiz esta pergunta nem sei ao certo quantas vezes na última semana:

 

o mundo se importa mesmo?

eu no mundo?

mundo?

se importa mesmo?

importa a quem?

pra quê?

 

pelo quÊ?

um desespero sem tamanho tomou conta de quem decidiu algo em favor de algo que jamais será igual que permanece na rua jogado e sujo perdido sem vento e caminha sem direção é perdido perdeu a vontade não se importa mais e anestesiou aquela dor primeira que sentia não sabia mais se condenava a Cristo ou cuspia no prato só queria uma liberdade insandecida queria sair gritando a dor dele no mundo e todos surdos todos surdos e calados apascentados e mansos guiados por lobos que ferem a ferro e tomam da sua esperança o útimo gole cicuta alguém pediu cicuta? o discurso embaraçado constrange o discurso embaraçado na verdade não quer dizer nada só pede atenção criança chata que esqueceu de calar a boca infeliz que não acha conforto e segurança em nada.

 

uma dúzia de palavras importantes, 15 toneladas de verdades consumíveis  e aceitável a olho nú.

uma mulher infeliz chorando um amor que não vem.

vamos todos recolher nossas amarguras, enfiá-las nos nossos respectivos cús, seguir andarilhos contentes saltando aos raios de uma manhã pós coito.

 

 

se minha mãe ver que eu ando escrevendo estas coisas sem nexo,

me interna

na certa.

 

 

atenciosamente,

 

louca insandecida cada vez +pirada precisando duma piroca.

 

 

 

 

criado por stacemayka    14:42 — Arquivado em: Sem categoria

10/11/08

fim de partida

acho que nem todo mundo acreditou, desta vez ela não aguentava mais arrastar-se, arregou pedindo pra sair, podem escomungar até a 4ª geração, ela saiu. E o cão que volta ao próprio vômito ela matou  no grito. É altamente estranha a minha sensação, é uma mistura de alívio com o hambúrguer que eu comi ontem no almoço. foi tudo parar na privada do cinema. mas tudo bem. ainda me sobra um mal estar.

 

 

com o tempo passa. preciso descansar um pouco.

 

 

criado por stacemayka    8:13 — Arquivado em: Sem categoria

5/11/08

o tempo do delicado

 

é vagaroso. minimamente calculado. botões também me passam esta sensação.

criado por stacemayka    13:42 — Arquivado em: Sem categoria

3/11/08

Aos Anjos..

ANJOS DO PICADEIRO

 

dia 27/11, sigo viagem, se quizer ir comigo, arruma a mala e vambora!   

 

 

criado por stacemayka    14:58 — Arquivado em: Sem categoria

30/10/08

altos e baixos

 

recebo notícias cedo que algo foi de encontro com a minha vontade.

não nasci primeiro que dinheiro.

preciso dizer que andam fazendo bobagens e jogando um investimento no ralo.

ninguém se importa mesmo. tanto faz, tanto fez.

panela de uns, pessoas alheias não são problema meu.. não é assim?

vão ter que fazer jus a piroca que têm na mão.

eu vou ao circo.

 

bom espetáculo aos demais.

 

 

 

 

 

criado por stacemayka    8:20 — Arquivado em: Sem categoria
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